Reduza o desconforto no avião

pre-embarqueO interior do avião está longe de ser um ambiente agradável. A pressurização e o sistema de renovação do ar deixam a umidade muito baixa, entre 5 e 10% (a do Saara, na África, é em torno de 13%). Essa situação faz com que as pessoas fiquem com boca, nariz, olhos e garganta ressecados.

Veja abaixo como prevenir cinco dos problemas mais comuns:

Alergias

Quem tem problemas alérgicos (como rinite) sofre ainda mais. Durante o vôo, o nariz e a garganta podem coçar, incomodar e provocar espirros e tosse.
Para combater esses problemas, os viajantes devem beber bastante líquido (principalmente água e sucos) e evitar bebidas alcoólicas que desidratam ainda mais o organismo.

Dor nos ouvidos

Variações bruscas de pressão durante a decolagem ou aterrissagem do avião podem provocar dor nos ouvidos. Para prevenir, respire profundamente e segure o ar por dois segundos. Expire cerca de 20% do ar enquanto os lábios vão se fechando.
Devido à variação da pressão atmosférica, principalmente na decolagem e na aterrissagem, é comum o ouvido ficar “entupido” ou ainda apresentar dores leves, já que ocorre uma pressão do ar sobre o tímpano, principalmente nas crianças.
Para prevenir, abra e feche a boca repetidamente durante o pouso e a decolagem e dê chupeta ou mamadeira aos menores. Bocejar, mascar chiclete ou engolir também ajudam a diminuir a dor.

Inchaço nas Pernas

Outro problema do avião é a falta de espaço e o desconforto de permanecer sentado durante horas seguidas. Quem mais sofre são as pernas e os pés que, por ação da gravidade e da falta de movimento, acabam tendo maior acúmulo de líquido.

Como resultado, eles ficam inchados e podem provocar dor e dificuldade de locomoção. O problema pode ser ainda mais intenso em pessoas que têm varizes, insuficiência cardíaca ou tendência a apresentar inchaços (edemas) nos pés e pernas.

Um dos recursos disponíveis é o uso de meias elásticas durante o vôo. Elas comprimem os pés e pernas e evitam o acúmulo de líquidos.
Além disso, as pessoas devem mexer os pés para baixo e para cima (fazendo movimento de compressão e relaxamento da musculatura) e andar um pouco durante o vôo.

Quem já tem problemas de edema ou varizes em pernas e pés deve procurar seu médico antes da viagem para que seja feita a escolha da meia elástica mais adequada. Para quem não tem problema, uma meia elástica de compressão suave pode dar conta do recado.

Náuseas e Enjôos

Outro problema comum nos vôos são as náuseas e os enjôos provocados pelo deslocamento do avião. O mal-estar pode começar subitamente e a pessoa tem inquietação, suor frio, tontura e vômitos. Quem tem tendência a enjoar deve procurar seu médico para que ele prescreva medicações que podem ser usadas antes do embarque. Algumas delas provocam, como efeito colateral, um pouco de sonolência.

Escolha um lugar no avião que fique antes da asa. Não ler, não beber álcool e café, comer pouco, evitar alimentos gordurosos e apimentados e direcionar a ventilação do ar para a face são alguns dos recursos que evitam que a pessoa fique enjoada. Coma bolachas secas (água e sal) e bebidas gasosas (água com gás, refrigerantes) para colocar o estômago em ordem.

Ansiedade

A situação de estar voando e a sensação de “confinamento” desencadeiam em algumas pessoas crises de ansiedade. Sintomas como suor frio, medo, taquicardia, falta de ar e desmaios são os mais comuns. Procure se distrair dentro do avião. Viaje com pessoas conhecidas ou converse com seu vizinho de poltrona. Cheque com seu médico a possibilidade de usar medicamentos que combatem a ansiedade antes de entrar no avião.

Check-in

  • Apresente-se para o embarque no mínimo duas horas antes para vôos internacionais e uma hora antes para vôos domésticos.
  • Em dias que precedem feriados e férias chegue com antecedência maior, devido ao intenso movimento percebido desde as estradas que levam aos aeroportos, bem como nas filas de check in e de controle de passaportes.
  • Ninguém pode fazer o check in por você. Nas empresas aéreas americanas é obrigatório o processo de “security”, que é uma entrevista com um funcionário da linha aérea, treinado para verificar detalhes sobre a arrumação e o conteúdo das malas, certificando-se sobre quem mais, além do proprietário da bagagem, teria entrado em contato com ela.

Proibido nas Malas

As regras da alfândega britânica sobre o que se pode trazer de outros países é rígida. Então vale prestar atenção antes de encher a bagagem.

Passaporte na mão, visto resolvido, passagens conferidas e umas libras extras para gastar na terra estrangeira. Tudo parece no lugar certo. No mais, e só trancar as malas e relaxar. Mesmo? Nem tanto. Presentinhos inocentes que você acabou de empacotar para amigos que moram no exterior podem se tornar uma dor de cabeça ao se chegar na alfândega inglesa. Marinheiros de primeira viagem geralmente ignoram as leis sobre importados do país de destino, confiando puramente na sorte de não serem parados pelos oficiais aduaneiros. Mas caso eles encontrem na sua bagagem produtos banidos ou restritos pelo governo, você pode enfrentar a situação no mínimo constrangedora de ter que responder a várias perguntas, ter suas malas apreendidas ou até pegar sete anos de prisão com multa.

No Reino Unido, as leis sobre importados são bastante rígidas, principalmente para o que vem de países fora da União Européia. Países da UE têm acordos alfandegários e geralmente você não precisará pagar impostos sobre produtos trazidos para Inglaterra que foram comprados, por exemplo, na França e vice-versa. As quantias permitidas de produtos importados também são bem mais generosas dentro da UE. Vindo do Brasil, a conversa é outra. Há vários itens banidos e restritos e as regras devem ser levadas a sério, para evitar que o seu sonho de viagem ao exterior se transforme num pesadelo daqueles.

Cigarros, bebidas e comestíveis

Vamos a um exemplo típico. Cigarros e bebidas alcoólicas no Brasil saem baratíssimos em comparação com os preços na Inglaterra. Nesses dois itens, a alfândega inglesa toma ares mais severos. Para evitar contrabando, eles só permitem trazer 200 cigarros, 50 charutos, 250 gramas de tabaco, 2 litros de vinho de mesa, 2 litros de sidra, 1 litro de licor e um total de 145 libras em outros itens, incluindo presentinhos e souvenir. Essa quantidade é por pessoa e deve os produtos devem ser apenas para uso pessoal. E nem pense em distribuir produtos como estes nas malas das crianças e menores de 18 anos, pois é estritamente proibido e pode até dar em cadeia. Se você resolver arriscar e mesmo assim trazer mais do que a quantia autorizada, então se prepare para usar a lábia brasileira.

Se a alfândega não se der por satisfeita, os produtos serão apreendidos, nem sempre com chances de retorno.

O assunto é complicado. Cada país tem uma lei para produtos diferentes, vindos de países diferentes, e fica difícil saber o que se pode ou não levar. Um bolo feito no Brasil com creme fresco parece inocente aos olhos de um brasileiro que deseja presentear amigos no Reino Unido. Mas de acordo com a lei britânica, creme fresco, bem como qualquer outro produto derivado do leite, faz parte da lista de produtos de risco à saúde pública daquele país. Claro que ninguém vai adivinhar que você leva um bolo com creme fresco na sua bagagem de mão, isso vai depender muito da sorte e também, caso parado pela alfândega, da simpatia dos oficiais ingleses.

A alfândega aconselha a não tentar em esconder, por exemplo, carnes ou produtos alimentícios banidos no meio de roupas e outros objetos. Imagine se uma lingüiça defumada suja ou deixa nas roupas algum cheiro. Os oficiais da alfândega vão considerar isto como uma contaminação do produto proibido sobre o resto da bagagem. Sua mala inteira correrá o risco de ser apreendida e incinerada. A lista é imensa e o melhor é visitar o website do Departamento para o Meio-Ambiente, Alimentos e Assuntos Rurais, o DEFRA.

Ele oferece uma lista de países e respectivos produtos alimentícios banidos e restritos pelas autoridades britânicas. As regras sobre alimentos importados mudam com rapidez. Antes de viajar, vale se atualizar. Se tiver dúvida, consulte-nos via e-mail ou telefone. [email protected]

Medicamentos, drogas e bichanos

Outros itens banidos: facas de caça, alguns equipamentos de artes marciais (não especificados); materiais considerados indecentes ou pornográficos envolvendo crianças; materiais pornográficos (livros, DVD, vídeos, revistas ou simplesmente fotos) de conteúdo extremamente violento ou fora do consenso de relação entre duas pessoas (este tipo de material é vagamente especificado e deve ficar a critério da alfândega inglesa). Armas de fogo e explosivos são extremamente restritos e é preciso licença. Drogas pesadas como heroína, cocaína, morfina, e anfetaminas, LSD e outros alucinógenos são extremamente proibidos levando a penas severas de prisão e multas. No caso da maconha, apesar de ser considerada uma droga mais leve pelas autoridades inglesas, ainda implica em contravenção.

A morfina, embora ilegal no Reino Unido, se for usada especificamente para tratamento de doença, como o câncer, precisa de uma licença especial do Departamento de Imigração, o Home Office.

Medicamentos controlados e drogas sob extrema licença médica devem somente entrar no Reino Unido acompanhados de uma licença em inglês pelo departamento para importação de drogas do Home Office.

O paciente brasileiro deve pedir ao seu médico que este escreva um fax em inglês explicando a situação do paciente e a importância da droga em questão para o seu tratamento. O documento deverá então ser enviado ao Home Office que examinará o pedido e deverá enviar a licença pelo fax no mesmo dia. Remédios leves como analgésicos e anti gripais estão liberados, mas em quantidades somente para uso pessoal. Embora maconha seja usada como medicamento em alguns centros alternativos, o Home Office recusará o pedido de licença para esta por qualquer médico e em qualquer circunstância.

Para trazer animais, o viajante deve possuir licença e certificado de vacina contra raiva, principalmente gatos, cães e outros animais de estimação. A regra é que eles devem ficar em quarentena (dependendo do animal, este período pode levar até seis meses). Nem pense em esconder o bichano de alguma forma, pois isso resultará, no mínimo, em multa severa. No caso de animais exóticos ou em vias de extinção, como importados da Amazônia, ou produtos à base de penas, peles e carapaças, estes devem ter licença e estarem de acordo com as normas internacionais de preservação de espécies. Árvores, arbustos, certos tipos de fruteiras, bulbos e sementes também devem ser acompanhados de licença do DEFRA.

Informações:

  • Alfândega Britânica (importados em geral): http://www.hmce.gov.uk
  • DEFRA (alimentos, animais e plantas): www.defra.gov.uk
  • The Food Standard Agency UK : http://www.food.gov.uk
  • Drugs Licensing Department/Home Office UK (Medicamentos e drogas controladas): para pedir licença envie um fax em papel timbrado do hospital, clínica ou medico, em inglês. Fax: 0044 207 217 0618

Equipe This Way